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Clipping   |  25/09/2018

Indenização às vésperas de fim de ano

Oi, Sou Marcel Marques Santos Leal e quero compartilhar com você uma história pessoal, à qual espero inspirar-lhe a reclamar sempre seus direitos. Início do ano descobri que meu nome estava negativado por um banco, porém em minha consciência tinha como certo que não devia nada àquela instituição financeira.

Ainda assim, preocupado e desejoso em resolver eventuais pendências financeiras, busquei a gerente daquela instituição/banco e solicitei esclarecimentos, sempre por escrito evidentemente, e aqui vai minha primeira DICA: Formalize sempre suas reclamações e informações. Resultado, a gerente me informou que constava débito de um financiamento de veículo, à época um Palio.

Bom, acontece que eu havia quitado antecipadamente o tal financiamento, relatei para a gerente que me atendia. Diante dessa alegação, trouxe a prova, em mãos: meu carnê devidamente quitado. Destaquei que essa situação me trazia muito constrangimento e que sempre fui zeloso com meu nome, sendo esta uma das muitas virtudes recebidas de meus pais, essa em especial de minha mãe Edi, que ainda fica muito nervosa com dívidas e cobranças abusivas rsss.

Resultado: a gerente me informou que enviou um memorando para o banco e que eu deveria aguardar … Aguardar, “Por quanto tempo? Veja eu estou provando que paguei a dívida, portanto quero meu nome limpo agora” afirmei de forma incisiva à gerente. Infeliz ou felizmente, já explico, meu nome continuou negativado injustamente.

O que fiz? Reclamei meu direito, agora junto ao Poder Judiciário, mais especificamente por meio de uma medida judicial junto ao Juizado Especial Estadual, juizado de pequenas causas, onde pedi a declaração de inexistência do débito junto ao banco e a condenação do mesmo a Indenização por Danos Morais.

Felizmente, agora explico minha alegria à época, a condenação em danos morais foi importantíssima para ajudar nos custos de fim de ano e na troca do carro. Uma ótima lembrança de que vale a pena reclamar e protestar pelos nossos direitos, pois com nossos direitos respeitados temos uma sociedade mais justa e feliz.

Cabe mencionar que nosso Código Civil assegura, em seu art. 927, que “Aquele que, por ato ilícito causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”. Reparação pelos danos materiais, morais e emergentes, inclusive.

Portanto, Lembrem-se sempre: “Um povo que não reclama seus direitos não é digno de tê-los, e você é digno”. Forte Abraço.

 

Marcel Marques Santos Leal

OAB/MS 11.225 – OAB/SC 52.292-A

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